A Lobito Atlantic Railway (LAR), entidade responsável pela operação, gestão e manutenção do Corredor do Lobito, vai assegurar o transporte da primeira remessa comercial de ânodos de cobre de baixa intensidade carbónica, produzidos no Complexo de Cobre Kamoa-Kakula, na República Democrática do Congo (RDC).
De acordo com uma nota de imprensa, a operação comercial envolve a empresa Trafigura, que adquiriu o cobre à Kamoa Copper e o revendeu ao grupo europeu Aurubis, onde o produto será submetido ao processo de refinação.


Segundo o documento, os ânodos foram inicialmente entregues no terminal portuário seco da Trafigura, em Kolwezi, e seguirão por via ferroviária através do Corredor do Lobito até ao Porto do Lobito, em Angola, de onde serão exportados por via marítima para a Europa.
A nota sublinha que o Corredor do Lobito representa a ligação ferroviária mais curta entre a região do Copperbelt congolês e a costa atlântica, permitindo reduzir o tempo de transporte terrestre para cerca de sete dias, o que reforça a competitividade logística da rota.
Os ânodos de cobre foram produzidos na recentemente inaugurada fundição de última geração do Complexo Kamoa-Kakula, que integra tecnologia avançada direct-to-blister, fornecida pela Metso Outotec. O complexo é considerado uma das grandes minas de cobre com menores emissões de carbono a nível mundial.

A Kamoa Copper opera o empreendimento em regime de joint venture entre as empresas Ivanhoe Mines e Zijin Mining, sendo a Trafigura um dos três compradores dos ânodos produzidos pela fundição.
Quando atingir a plena capacidade, a infra-estrutura deverá produzir até 500 mil toneladas de ânodos de cobre por ano, com pureza de 99,7%, posicionando-se como a maior fundição de cobre do continente africano.
