O ciclone tropical Gezani provocou pelo menos 59 mortes em Madagascar e obrigou mais de 16.000 moradores a evacuarem suas residências, informou nesta segunda-feira o Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (BNGRC).
Segundo o órgão, 15 pessoas continuam desaparecidas, 804 ficaram feridas e cerca de 424 mil pessoas foram afetadas pelos danos causados pela tempestade. Em resposta à destruição, o governo de Madagascar decretou estado de calamidade pública em 14 de fevereiro.
Uma avaliação preliminar divulgada pelo BNGRC indica que 25 distritos em cinco regiões — Atsinanana, Analamanga, Analanjirofo, Itasy e Alaotra Mangoro — foram severamente atingidos. O relatório aponta para milhares de casas destruídas ou danificadas e prejuízos significativos em infraestrutura, incluindo hospitais e escolas.


O ciclone Gezani atingiu Madagascar como um ciclone tropical intenso, com ventos sustentados próximos a 185 km/h e rajadas de até 270 km/h, provocando fortes chuvas, inundações e tornando várias estradas intransitáveis.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou que a tempestade deslocou-se para o Canal de Moçambique e poderia impactar o centro e o sul de Moçambique, com possibilidade de retornar à costa sudoeste de Madagascar.
A chegada de Gezani ocorreu apenas dias após outro ciclone atingir o país. O ciclone tropical Fytia chegou à costa de Madagascar em 31 de janeiro, provocando inundações generalizadas no noroeste e gerando uma resposta humanitária, segundo o OCHA.

