A Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM) prevê atingir uma produção de cerca de 15 milhões de quilates em 2026, numa estratégia que visa consolidar as receitas do sector diamantífero, num contexto de expectativa de recuperação dos preços no mercado internacional.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da SODIAM, Bravo da Rosa, durante o Fórum Empresarial de Negócios para a promoção do investimento mineiro em Angola, realizado na África do Sul. Segundo o responsável, a meta é garantir níveis de receita iguais ou superiores aos registados em 2025.


Apesar da queda no preço médio dos diamantes brutos, Angola arrecadou cerca de 1,7 mil milhões de dólares em 2025, com a exportação de aproximadamente 17 milhões de quilates. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes exportados, com destaque para a entrada em produção de novos módulos da mina do Luele.
O gestor explicou que parte do volume exportado resultou do escoamento de stocks acumulados em 2024, o que contribuiu para elevar as receitas, mesmo com a produção efectiva situada em torno dos 15 milhões de quilates.


Os dados reforçam uma trajectória de crescimento recente. Entre Janeiro e Outubro de 2025, a SODIAM registou receitas brutas de cerca de 1,4 mil milhões de dólares, com um volume comercializado de 13,9 milhões de quilates, representando um aumento significativo face ao ano anterior. No mesmo período, a receita fiscal cresceu 30,5%, equivalente a mais 108,9 milhões de dólares, consolidando o contributo do sector para as finanças públicas.
Numa mensagem dirigida aos parceiros e investidores, a SODIAM sublinhou o seu papel enquanto canal único de comercialização de diamantes, assegurando maior transparência e previsibilidade das receitas fiscais para o Estado angolano.
O sector diamantífero continua a ser um dos pilares das exportações do país, com as autoridades a apostarem na estabilização dos preços, no aumento da produção e na modernização da cadeia de valor para garantir receitas sustentáveis no médio e longo prazos.

