Por: Madaleno Miguel
No dia 10 de fevereiro, no YouTube, realizou-se o alegado debate “Deboche”, que rapidamente fez jus ao nome. Participaram o comentador Joaquim Jaime e Miguel Ângelo, ex-oficial do SINSE, sob a moderação do autointitulado jornalista Carlos Alberto — figuras que, pelo desempenho, assumiram claramente os papéis de “arrogante” e “prepotente”.
O tema era sério e relevante: a legitimidade, ou não, do General Fernando Garcia Miala caso venha ser indicado como candidato à Presidência da República. Um assunto que exige elevação, preparo e responsabilidade. Foi certamente por reconhecer essa importância que Joaquim Jaime aceitou o convite. O que não se previa era o nível sofrível do contraditório e da moderação.

Em vez de um debate sério, assistiu-se a uma tentativa frustrada de intimidação e exibicionismo vazio. Miguel Ângelo, que carrega o título de ex-oficial sénior do SINSE, revelou-se surpreendentemente inconsistente, sem argumentos sólidos, recorrendo a intervenções frágeis e desarticuladas. A postura foi mais de soberba do que de substância.
Já o moderador, longe da imparcialidade que se exige a um jornalista, demonstrou parcialidade e uma condução tendenciosa, confundindo moderação com provocação. Faltou isenção, sobrou presunção.
Em contraste, Joaquim Jaime (JOTA JOTA), destacou-se pela firmeza, clareza e domínio jurídico do tema. Respondeu com segurança, desmontou argumentos frágeis e manteve postura compatível com a seriedade do assunto. Em vários momentos, parecia ser ele o verdadeiro profissional da comunicação e da análise estratégica.
Se a intenção era diminuir o convidado, o efeito foi precisamente o contrário: ficou evidente quem estava preparado para o debate e quem apenas ocupava espaço.

