Os Estados Unidos estão a preparar o envio de um segundo grupo de ataque de porta-aviões para o Médio Oriente, numa possível escalada militar em resposta às tensões com o Irão. O plano, avançado pelo Wall Street Journal e confirmado por autoridades norte-americanas, inclui a mobilização do porta-aviões USS George H.W. Bush, atualmente a realizar exercícios de treino na costa leste dos Estados Unidos, para se juntar ao USS Abraham Lincoln, já destacado na região.
O Departamento de Defesa norte-americano instruiu os comandantes navais a prepararem o destacamento do segundo porta-aviões dentro de aproximadamente duas semanas, caso o Presidente Donald Trump autorize formalmente a operação. Uma ordem de mobilização ainda não foi emitida, e as autoridades admitem que os planos podem sofrer alterações com base na evolução da diplomacia.
A preparação da força naval ocorre em meio a um reforço mais amplo da presença militar dos EUA no Golfo e no Médio Oriente, que já inclui navios de guerra adicionais, defesa aérea e esquadrões de caças, em resposta às prolongadas tensões com Teerão. O envio simultâneo de dois porta-aviões à região não acontece desde março de 2025, quando unidades americanas foram destacadas durante operações contra rebeldes no Iémen.


O presidente Trump tem reiterado que prefere uma solução diplomática após o reinício das negociações indiretas com o Irão, mediadas por outros países no Golfo e no Médio Oriente. Contudo, Washington mantém aberto o recurso a opções militares caso as conversações não levem a um acordo satisfatório sobre o programa nuclear iraniano.
A administração norte-americana intensificou esforços diplomáticos ao mesmo tempo que reforça sua postura militar. Trump reuniu-se recentemente com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, enquanto as delegações dos EUA e do Irão realizaram encontros indiretos em Omã para discutir termos da negociação nuclear.
O Irão mantém a exigência de preservar o direito ao enriquecimento de urânio e rejeita discutir outros aspectos, como seu programa de mísseis balísticos, o que tem sido um ponto de divergência nas conversações. Representantes iranianos afirmaram que qualquer ataque adicional dos Estados Unidos encontraria retaliação, incluindo contra bases americanas na região.


