Angola propôs a entrada em vigor de um cessar-fogo entre o Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o movimento M23, a partir das 12h00 do próximo dia 18, após consultas realizadas com as partes envolvidas no conflito.
Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República, o país aguarda um pronunciamento público das partes quanto à aceitação da data proposta, enquanto a fase preparatória do diálogo Inter-Congolês, a decorrer em Luanda, será anunciada oportunamente.
A iniciativa surge na sequência do encontro realizado, na última segunda-feira, em Luanda, entre o Presidente da República, João Lourenço, o Presidente do Togo, Faure Essozimna Gnassingbé, o Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, e o ex-Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.


Continuidade da diplomacia activa de Angola
A proposta de cessar-fogo insere-se na estratégia de diplomacia activa que Angola tem vindo a desempenhar nos últimos anos, particularmente no domínio da paz e segurança no continente africano.
Durante a presidência rotativa da União Africana, Angola destacou-se como actor central na mediação de conflitos, tendo apoiado iniciativas de facilitação e mediação em diferentes regiões, incluindo o Sahel e a região dos Grandes Lagos.
O país tem reiterado, em vários fóruns continentais e internacionais, o compromisso com a promoção da paz, da estabilidade e da reconciliação, defendendo soluções africanas para problemas africanos.
Luanda como plataforma de diálogo regional
Luanda tem-se afirmado como plataforma diplomática para processos de diálogo e concertação política no continente, acolhendo encontros de alto nível sobre conflitos regionais e cooperação multilateral.


A eventual realização do diálogo Inter-Congolês na capital angolana reforça esta posição estratégica, consolidando Angola como mediador credível nos esforços de pacificação na África Central e Austral.
Expectativa internacional e regional
A proposta de cessar-fogo é vista como um passo essencial para criar condições políticas e de segurança que permitam o avanço de um processo de diálogo inclusivo, visando uma solução duradoura para o conflito no leste da RDC.

A comunidade regional e internacional acompanha o processo, aguardando a posição oficial das partes envolvidas, enquanto se intensificam os esforços diplomáticos para a redução das tensões e a promoção da estabilidade.

