A Etiópia iniciou oficialmente a proibição do uso de sacolas plásticas descartáveis em todo o território nacional. A medida entrou em vigor após um período de transição de seis meses e estabelece sanções financeiras para quem produzir, comercializar ou utilizar esse tipo de material.
Segundo a Autoridade de Proteção Ambiental do país, a nova legislação impede a fabricação, importação, armazenamento, venda e posse de sacolas plásticas de uso único. O governo afirma que a decisão responde ao aumento do descarte inadequado desses resíduos, impulsionado pela rápida urbanização e pelo crescimento populacional.


As autoridades ambientais alertam que os plásticos podem permanecer no solo por mais de um século, contaminando lençóis freáticos, prejudicando a produção agrícola e agravando riscos à saúde pública. Diante desse cenário, o objetivo da proibição é reduzir a poluição ambiental, proteger a biodiversidade e minimizar a incidência de doenças associadas à contaminação ambiental.
Para garantir o cumprimento da norma, cidadãos e comerciantes flagrados em desacordo com a legislação estarão sujeitos a multas que variam entre 2.000 e 5.000 birr, o equivalente a aproximadamente R$ 66 a R$ 167. O governo promete intensificar a fiscalização em centros urbanos, mercados e estabelecimentos comerciais.
A iniciativa coloca a Etiópia entre os países africanos que adotam medidas mais rigorosas contra o uso de plásticos descartáveis, em um contexto de crescente preocupação global com os impactos ambientais do consumo excessivo de materiais não biodegradáveis.


