Os sistemas de saúde africanos continuam sob forte pressão devido à combinação de pandemias, surtos recorrentes e ao crescimento das doenças não transmissíveis. O alerta foi feito, nesta manhã pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, durante a 5.ª Reunião do Comité dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana dedicada ao Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC).
Falando em representação do Presidente angolano e da União Africana, João Lourenço, o ministro destacou que os desafios sanitários exigem respostas coordenadas e sustentáveis. Segundo ele, apesar do cenário adverso, o continente tem demonstrado capacidade de reação baseada na solidariedade entre os Estados, na articulação continental e na liderança estratégica do África CDC.
Téte António sublinhou que a cooperação entre instituições regionais e nacionais de saúde pública tem fortalecido a capacidade africana de enfrentar ameaças sanitárias complexas, transformando o modelo adotado pelo continente em referência de colaboração e inovação no setor da saúde.



Durante o encontro, os participantes analisaram o grau de execução dos programas em curso do África CDC, com especial atenção à implementação da Estratégia de Segurança e Soberania Sanitária em África. Também foram definidas as principais prioridades estratégicas para o próximo ciclo de atuação da instituição.
A reunião realizou-se por videoconferência e foi presidida pelo vice-presidente do Burundi, Prosper Bazombanza, em representação do chefe de Estado daquele país, Évariste Ndayishimiye. O encontro contou ainda com a participação de ministros da Saúde e dos Negócios Estrangeiros de diversos países africanos, incluindo Angola, Etiópia e Gana.

