A visão económica da UNITA assenta em princípios claros e coerentes, orientados para a liberdade económica, a eficiência, a eficácia, a economicidade e a boa governação. O objectivo central é criar um ambiente favorável ao crescimento económico sustentável, à criação de riqueza, ao emprego digno e à prosperidade partilhada, colocando o cidadão no centro das políticas públicas e devolvendo esperança às famílias angolanas.
Por: Adalberto Costa Júnior
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
1. ECONOMIA DE MERCADO
Promoção da livre iniciativa e da concorrência justa como motores essenciais do desenvolvimento económico.
Estímulo ao sector privado como principal criador de riqueza, emprego e inovação, garantindo condições para o pleno funcionamento dos mercados.
Combate a monopólios, clientelismo e privilégios que distorcem a concorrência e bloqueiam o crescimento.
2. ESTADO MINIMALISTA, REGULAR E EFICIENTE
Menos intervencionismo directo na economia, mas um Estado forte na regulação, fiscalização e garantia da equidade.
Actuação firme para prevenir abusos, corrigir falhas de mercado e proteger o interesse público.
Prestação de serviços públicos de qualidade, nomeadamente saúde, educação, energia, água, saneamento, segurança e infraestruturas, com foco em resultados e boa gestão.
Valorização das parcerias público-privadas como instrumento para ampliar investimentos sem comprometer a sustentabilidade das finanças públicas.
3. POLÍTICA FISCAL CONSERVADORA E RESPONSÁVEL
Redução gradual e inteligente da carga tributária para estimular o investimento, o consumo e a formalização da economia.
Simplificação do sistema fiscal, tornando-o mais justo, previsível e acessível, sobretudo para micro, pequenas e médias empresas.
Alargamento da base tributária através do crescimento económico e não do aumento de impostos.
Disciplina orçamental, transparência na despesa pública e combate rigoroso ao desperdício e à corrupção.
4. DIVERSIFICAÇÃO ECONÓMICA COMO PRIORIDADE NACIONAL
Redução da dependência do petróleo, apostando fortemente na agricultura, agro-indústria, pescas, indústria transformadora, turismo, economia digital e energias renováveis.
Apoio técnico, financeiro e institucional aos sectores produtivos com maior potencial de geração de emprego.
Promoção do valor acrescentado nacional e da substituição competitiva de importações.
5. DESENVOLVIMENTO HUMANO E INCLUSÃO SOCIAL
O crescimento económico só faz sentido se melhorar a vida das pessoas.
Investimento estratégico na educação, formação profissional e saúde como pilares do capital humano.
Criação de emprego digno e formal como resposta estrutural à pobreza, reduzindo a dependência de programas assistencialistas.
Protecção social sustentável, assente no trabalho, na contribuição e na dignidade.
6. BOA GOVERNAÇÃO E CONFIANÇA INSTITUCIONAL
Instituições fortes, previsíveis e independentes, que garantam segurança jurídica e confiança aos cidadãos e investidores.
Separação efectiva entre política e negócios.
Transparência, prestação de contas e tolerância zero à corrupção.
Esta visão económica não promete atalhos nem soluções fáceis. Propõe um caminho sério, responsável e possível para Angola: uma economia livre, produtiva e inclusiva, capaz de gerar oportunidades reais, reduzir desigualdades e devolver ao povo angolano o direito de sonhar com um futuro melhor.