
Morreu na noite de quarta-feira, 4 de fevereiro, no Hospital Geral do Moxico, o presidente do Futebol Clube Bravos do Maquis, Augusto Manuel Quitadica, mais conhecido no meio desportivo por “Docas”. O dirigente faleceu vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), após ter dado entrada na unidade hospitalar com um quadro de mal-estar geral, segundo fontes ligadas ao clube.
Aos 67 anos, a morte de Augusto Manuel “Docas” representa uma perda profunda para o desporto angolano e, em particular, para a província do Moxico, onde construiu grande parte da sua trajetória desportiva e institucional. O dirigente encontrava-se no quarto mandato à frente do Bravos do Maquis, tendo sido reeleito em 2024 com 95% dos votos, um resultado que refletia a ampla confiança da massa associativa na sua liderança.
Natural do Cuanza Norte, mas radicado há décadas no Moxico, “Docas” dedicou grande parte da sua vida ao desenvolvimento do desporto local e nacional. Ao longo do seu percurso, exerceu vários cargos no clube, com destaque para o de vice-presidente para o futebol e, desde 2010, o de presidente da direção. Sob a sua liderança, o Bravos do Maquis consolidou-se como uma referência no futebol angolano e expandiu a sua atuação para outras modalidades, como andebol, basquetebol, taekwondo e judô.


Em nota oficial, o Governo Provincial do Moxico manifestou “profundo sentimento de pesar” pelo falecimento do dirigente, destacando o seu legado de visão, entrega e compromisso com o desporto. A instituição sublinhou ainda o papel de Augusto Manuel Quitadica na promoção do nome da província e de Angola nas competições nacionais e internacionais.
“Homem de trabalho e dedicação incansável, deixa um legado marcante no desporto angolano”, refere a nota, que endereça condolências à família enlutada, à direção do clube, atletas, técnicos, sócios e adeptos do FC Bravos do Maquis, bem como a toda a família desportiva do país.
A morte de “Cota Docas”, como era carinhosamente tratado por colegas e atletas, deixa um vazio difícil de preencher. O Moxico perde um dos seus maiores obreiros desportivos, Angola perde um dirigente de referência e o futebol nacional despede-se de uma figura que marcou uma era pela sua dedicação e amor ao desporto.

