
Luanda, 19 de Novembro de 2025 – “Os sectores financeiros precisam de bancos sistémicos. Porque são esses bancos que têm a capacidade de sustentar o desenvolvimento da economia, suportar grandes investimentos e atrair investimentos estrangeiros”, defendeu Eduardo Clemente, Administrador Executivo do Standard Bank de Angola (SBA), durante um painel de debate sobre ‘A responsabilidade e o impacto sistémico da banca na economia nacional’, integrado no Forbes África Lusófona Annual Summit 2025, realizado esta Terça-feira, 18 de Novembro, emLuanda.
Num olhar para a diferença entre o sector bancário em Angola e os sectores bancários em países de mercados mais avançados, e também em países como África do Sul e Nigéria, Eduardo Clemente afirmou tratarem-se de “mercados com uma consolidação bancária ainda maior do que em Angola”.
“Dizemos que a consolidação em Angola é alta, mas se olhamos para os números dos activos, no nosso País, os quatro maiores bancos têm cerca de 53% dos activos do sistema financeiro. Em Portugal, por exemplo, o Top 3 tem 59%. Na Nigéria são 69%. Portanto, é claro que a consolidação nestes países ainda é maior. E isso quer dizer o quê? Quer dizer que os sectores financeiros precisam de bancos grandes. Precisam de bancos que são qualificados como bancos sistémicos”, sublinhou.
Caracterizados como instituições financeiras de grande dimensão, cuja falência teria um impacto negativo significativo no sistema financeiro de um País ou até mesmo a nível internacional, devido ao seu peso e interligação, os bancos sistémicos têm “um grande poder, mas também uma grande responsabilidade”, considerou o Administrador Executivo do SBA.
“Há um poder adicional porque há dimensão e os bancos conseguem actuar em operações de maior dimensão e conseguem ter influência, inclusive, até nos decisores económicos, e conseguem ter uma palavra na definição de novas políticas. Portanto, são bancos que são considerados e são ouvidos pelos governos. Mas isso também traz responsabilidades. E uma dessas responsabilidades é que são os bancos sistémicos que têm de dar os primeiros passos, sobretudo no cumprimento das políticas que são definidas pelos governos e pelos bancos centrais. E é por isso que também são supervisionados de forma mais intensa e têm regras mais apertadas.”
Ainda sobre as responsabilidades dos bancos sistémicos, Eduardo Clemente considerou crucial as administrações destes bancos “olharem muito apertadamente para os seus exercícios de stress”. “Os stress-testes (testes de esforço) feitos pelos bancos, e que são implementados também pelo Banco Central, são exercícios muito importantes, porque os bancos precisam de perceber onde é que estão os riscos que podem fazer abanar a sua estrutura. E têm que mitigar esses riscos e estar preparados para isso.


Durante o painel de debate, o responsável abordou ainda a obtenção da aprovação para a abertura de contas correspondentes em Dólar Norte Americano (USD) e Euros (EUR) com o banco J.P. Morgan, anunciada pelo Standard Bank de Angola no final de Outubro, referindo que “o impacto mais visível será na rapidez e na redução do custo das operações em dólares, particularmente”.
“Importa desmistificar um pouco esta aprovação, porque fica-se com a ideia que ter correspondência em dólares faz com que haja mais dólares na economia. São duas coisas completamente distintas. Existem várias fontes de dólares, em que nós temos uma significativa, que é o petróleo, os diamantes, e outras exportações. Essa é uma fonte de dólares. Mas ter correspondência em dólares não aumenta a disponibilidade de divisas no País. Torna, sim, as operações nessa moeda mais baratas e mais rápidas”, explicou.
O Administrador Executivo do SBA considerou ainda haver um “impacto invisível ao nível dos investidores internacionais que ponderam onde investir e que começam a ver que há bancos internacionais que confiam no mercado em Angola”. “Isto faz com que esses investidores olhem para o mercado financeiro angolano com outros olhos e interesses. Tudo o que possamos fazer para melhorar a imagem do sector financeiro e da economia angolana lá fora, tornará Angola mais atractiva para os investidores internacionais. Esse é um dos passos que devemos continuar a dar.”
A terminar a sua intervenção, Eduardo Clemente destacou a missão e o propósito do SBA de promover o crescimento de Angola e considerou que, por se tratar de um banco pertencente a um grupo internacional, tem uma “responsabilidade acrescida de trazer essa experiência para promover o crescimento do País”.
“O nosso papel – porque somos um banco universal com uma oferta universal – passa por trazer a nossa experiência no apoio àquilo que são os grandes desenvolvimentos de infra-estruturas necessárias no País, e na diversificação da economia. Portanto, o nosso papel é apoiar e trazer o nosso expertise. Também faz parte do nosso ADN fomentar o crescimento das PME e dar condições às empresas para começarem a operar com a banca. E, dentro do retalho, sermos um banco que não só oferece serviços transversais, mas que também aposta muito na formação e na literacia financeira”, concluiu.
Sobre o Standard Bank de Angola

Com uma rede comercial composta por 16 Agências, 66 Agentes Bancários, 137 Caixas Automáticas, 3 Centros de Empresa, 2 Postos de Atendimento e 3 Suites Private, o Banco encontra-se adequadamente posicionado no território angolano, nomeadamente nas províncias de Cabinda, Luanda, Benguela, Huíla, Huambo, Namibe e Malange.
O Standard Bank de Angola tem recebido diversas distinções, que contribuem para a sua visibilidade no mercado local e internacional e para a sua reputação junto de analistas e do mercado financeiro em geral. Desde o início da sua actividade o Banco já recebeu mais de 40 prémios. Sendo os mais recentes:
● Emeafinance – Best Investment Bank in Angola 2025 | Melhor Banco de Investimento emAngola 2025
● Emeafinance – Best Bank in Angola 2024 | Melhor Banco em Angola 2024
● Emeafinance – Best Investment Bank in Angola 2024 | Melhor Banco de Investimento em Angola 2024
● Euromoney – Best Investment Bank in Angola 2024 | Melhor Banco de Investimento em Angola
2024
● Global Finance – Best Foreign Exchange in Angola 2024 | Melhor Banco de Operações Cambiais
2024
● Petroangola – Oil & Gas Bank 2024 | Banco de Petróleo & Gás 2024
