A petrolífera norte-americana Chevron reafirmou, esta semana, o seu compromisso com o desenvolvimento do projecto de gás Yoyo–Yolanda, uma iniciativa energética de carácter transfronteiriço localizada na fronteira marítima entre a Guiné Equatorial e os Camarões, no Golfo da Guiné.
Segundo informações divulgadas pela empresa e citadas pela Reuters, o projecto assenta num acordo bilateral assinado em 2023 pelos dois países, que abriu caminho à exploração conjunta de reservas de petróleo e gás em áreas marítimas partilhadas. Entre os campos abrangidos estão Yoyo e Yolanda, actualmente operados pela Chevron, com reservas estimadas em cerca de 2,5 triliões de pés cúbicos de gás natural.


O reforço do compromisso surge após a assinatura, na última terça-feira, de um novo instrumento jurídico entre os governos dos Camarões e da Guiné Equatorial, que unifica os contratos de concessão anteriormente separados, permitindo uma gestão integrada do desenvolvimento do campo.
De acordo com o director-geral da Chevron para a Nigéria e África Central, Jim Swartz, o projecto assume um papel central na estratégia da empresa para o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) a longo prazo. A iniciativa prevê ainda o aproveitamento das infra-estruturas já existentes nas unidades de Alen e Punta Europa, reduzindo custos operacionais e acelerando a entrada em produção.


Analistas do sector energético consideram que o modelo de cooperação adoptado pelos dois países poderá servir de referência para outros projectos transfronteiriços em África, num contexto em que o gás natural ganha relevância como fonte de transição energética e alternativa às energias mais poluentes.
O Golfo da Guiné permanece uma das regiões estratégicas para a produção energética africana, atraindo investimentos internacionais num momento em que a segurança energética e a diversificação de fornecimento ocupam lugar central na agenda global.
Fonte: Reuters

