Angola registou transacções avaliadas em 28 biliões de kwanzas através do sistema de facturação electrónica entre Janeiro e Abril deste ano, num sinal claro da crescente digitalização da economia nacional e do reforço dos mecanismos de controlo fiscal.
Os dados foram avançados em Luanda pelo presidente do Conselho de Administração da Administração Geral Tributária (AGT), José Leiria, destacando o avanço tecnológico do sistema tributário angolano e o aumento da adesão empresarial às plataformas digitais de emissão de facturas.


A expansão da facturação electrónica representa um passo estratégico para melhorar a transparência financeira, reduzir a evasão fiscal e aumentar a arrecadação de receitas do Estado, factores considerados essenciais para a estabilidade macroeconómica e fortalecimento do ambiente de negócios.
A digitalização tributária também oferece ganhos operacionais para empresas privadas, permitindo maior controlo contabilístico, rapidez nos processos financeiros e redução de custos administrativos.
Especialistas do sector económico defendem que o avanço tecnológico da AGT cria bases para maior confiança dos investidores, ao mesmo tempo que moderniza a relação entre o Estado e o tecido empresarial.


O crescimento expressivo das transacções electrónicas demonstra ainda uma aceleração da formalização económica em vários sectores, incluindo comércio, prestação de serviços e indústria.
Para analistas de mercado, o volume alcançado em apenas quatro meses revela uma mudança estrutural na cultura empresarial angolana, impulsionada pela necessidade de conformidade fiscal e eficiência operacional.
A tendência poderá aumentar a competitividade das empresas nacionais, facilitar auditorias financeiras e fortalecer o combate à economia informal, numa altura em que Angola procura consolidar reformas económicas orientadas para diversificação e sustentabilidade das receitas públicas.

