
O diretor do FSB, Aleksandr Bortnikov, afirmou que rastros do Reino Unido foram identificados na tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev, primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU).
Alekseyev foi baleado várias vezes nas costas no início de fevereiro enquanto esperava o elevador em seu prédio na zona oeste de Moscou, mas sobreviveu ao ataque.
Suspeitos detidos e conexões internacionais
Três suspeitos foram detidos, incluindo o suposto atirador, Lyubomir Korba, um cidadão russo de origem ucraniana de 65 anos, que foi extraditado à Rússia com auxílio dos Emirados Árabes Unidos.
Bortnikov declarou que a operação foi orquestrada pelos serviços de inteligência de Ucrânia, mas contou com apoio de “terceiros países”, destacando indícios do envolvimento do Reino Unido.



O FSB também apontou que serviços poloneses teriam auxiliado a Ucrânia no recrutamento de Korba por meio de seu filho, cidadão polaco. Korba admitiu trabalhar para Kiev, relatando que lhe prometeram 30.000 dólares para executar o ataque.
Reações oficiais e promessa de retaliação
Bortnikov enfatizou que a Rússia “não deixará o ataque impune” e classificou a divulgação de medidas retaliatórias específicas como “uma questão delicada”.
“Estamos acompanhando de perto tudo o que está acontecendo. É claro que jamais esqueceremos e jamais perdoaremos”, disse o diretor do FSB, reiterando que a investigação continuará aberta.
A tentativa de assassinato expõe as crescentes tensões entre Moscou e Kiev, ao mesmo tempo em que levanta questões sobre a participação de serviços de inteligência ocidentais em operações encobertas contra altos oficiais russos.
