Um estudo recente da Africa Finance Corporation (AFC) revela que Angola está em vias de desenvolver um dos maiores depósitos de terras raras magnéticas do mundo, posicionando o país como um actor estratégico no cenário global dos minerais críticos.
O relatório, intitulado “Compendium of Africa’s Strategic Minerals 2026”, destaca a elevada qualidade dos recursos angolanos, sublinhando que o potencial do país poderá atrair investimentos significativos e reforçar o seu papel na cadeia global de fornecimento de matérias-primas essenciais para a indústria tecnológica e energética.

Segundo o documento, o continente africano está a ganhar crescente importância no fornecimento de minerais estratégicos, fundamentais para a produção de baterias, turbinas eólicas, dispositivos electrónicos e veículos eléctricos. Num contexto marcado por tensões comerciais e políticas industriais que visam reduzir a dependência de mercados concentrados, a capacidade de África fornecer estes recursos torna-se cada vez mais crítica para a economia global.

Além de Angola, o estudo aponta que Moçambique consolidou a sua posição como fornecedor-chave de grafite e materiais de ânodo, essenciais para baterias de nova geração. Namíbia e Malawi, por sua vez, retomaram a produção de urânio entre 2024 e 2025, sinalizando um renovado interesse na energia nuclear na região.
O relatório destaca ainda o fortalecimento de projectos de sulfato de manganês para baterias na África Austral, posicionando a região como um player emergente na cadeia de valor da transição energética global.
A Africa Finance Corporation sublinha que o potencial mineral africano está a ser reconhecido internacionalmente, podendo impulsionar investimentos, desenvolvimento industrial e integração nas cadeias globais de valor. Para Angola, o estudo representa uma oportunidade estratégica para diversificar a economia e reforçar a sua posição no mercado global de minerais críticos.

