Angola recebeu, recentemente, a primeira exportação de cobre e cobalto proveniente da República Democrática do Congo (RDC) através do Corredor do Lobito, numa operação que assinala a entrada em funcionamento efectivo desta rota alternativa para o escoamento de minerais estratégicos.
A carga, adquirida pela empresa estatal congolesa Entreprise Générale du Cobalt (EGC) a produtores artesanais e comercializada pela multinacional Trafigura, foi transportada pela Lobito Atlantic Railway (LAR) até ao porto de águas profundas do Lobito, de onde será exportada para clientes nos Estados Unidos da América.


De acordo com a LAR, o percurso ferroviário entre Kolwezi e o porto do Lobito, com cerca de 1.750 quilómetros, constitui a rota ferroviária mais curta entre a região produtora e um porto africano, permitindo reduzir o tempo de transporte em aproximadamente sete dias face às alternativas tradicionais, que utilizam portos da África Austral ou da costa oriental do continente.
O Corredor do Lobito assume-se como uma infra-estrutura estratégica na competição geopolítica global pelo acesso a minerais críticos, como cobre, cobalto e lítio, essenciais para a produção de baterias eléctricas, painéis solares e equipamentos electrónicos.
A República Democrática do Congo detém cerca de 70 por cento das reservas mundiais de cobalto, e o funcionamento do Corredor do Lobito reforça o papel de Angola como plataforma logística regional para exportação de recursos minerais e integração económica, segundo comunicado da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola.
