A secretária de Estado para o Comércio e Serviços defendeu, quinta-feira, em Varsóvia, na Polónia, o reforço da cooperação bilateral entre Angola e a Polónia, assente na complementaridade das economias, em parcerias sólidas e em relações de longo prazo mutuamente vantajosas.
Augusta Fortes discursava na abertura do II Congresso Económico Polónia–Angola, realizado sob o lema “Mais Próximos da Cooperação Bilateral”, organizado pela Câmara de Comércio Angola–Polónia, em parceria com o Ministério da Indústria e Comércio. A agenda do encontro centrou-se na análise do ambiente de negócios em Angola e nas oportunidades de investimento.


Na sua intervenção, a governante sublinhou a relevância do congresso, considerando que o lema traduz o momento actual vivido pelos dois países, que procuram transformar a proximidade institucional em cooperação económica concreta, estruturada e orientada para o futuro.
A secretária de Estado referiu que o evento decorre num contexto internacional marcado por profundas transformações económicas e geopolíticas, com redefinição das cadeias globais de produção, dos fluxos de investimento e das prioridades estratégicas dos Estados, destacando que Angola pode tirar proveito da estabilidade política registada nos últimos anos.
Augusta Fortes informou que Angola entrou numa nova fase de desenvolvimento, com a reorganização e modernização dos órgãos de soberania, a recuperação e construção de infra-estruturas sociais e a formação de quadros nacionais.
Segundo a governante, o Executivo lançou um amplo programa de reformas políticas, económicas e sociais para melhorar o ambiente de negócios, incluindo a simplificação e desburocratização dos procedimentos de importação e exportação, bem como medidas para atrair investimento privado qualificado.


Indicou, ainda, que o país adoptou uma nova política de concessão de vistos e estuda mecanismos para reduzir custos e facilitar o comércio, sem comprometer as receitas públicas. Angola ratificou o Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio e trabalha na implementação da Zona de Comércio Livre da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
No domínio da integração regional, Augusta Fortes considerou os cerca de 300 milhões de consumidores da SADC um indicador do potencial de desenvolvimento económico regional, numa perspectiva de consolidação de um mercado continental de aproximadamente 1,3 mil milhões de habitantes.
Neste contexto, apontou oportunidades de negócios relacionadas com a expansão das cadeias produtivas, o reforço da industrialização, o desenvolvimento de cadeias de valor regionais e o aumento do investimento directo estrangeiro.


A governante destacou o posicionamento estratégico de Angola como plataforma logística e industrial na África Austral e Central, tirando partido da sua localização geográfica, recursos naturais e infra-estruturas portuárias, funcionando como elo entre a SADC e o mercado africano.
Revelou, igualmente, que decorrem discussões exploratórias com a Direcção-Geral do Comércio da Comissão Europeia para o início das negociações do Acordo de Parceria Económica União Europeia–SADC, com vista à liberalização do comércio regional, continental e com os países europeus.
Fonte: MINDCOM

