Luanda – O acordo firmado entre a Entreprise Générale du Cobalt (EGC) e a Trafigura para o transporte de cobre e cobalto aos mercados internacionais através da Lobito Atlantic Railway (LAR) é visto como um impulso estratégico para o Corredor do Lobito, considerado a rota ferroviária mais curta entre a República Democrática do Congo (RDC) e um porto africano.
A operação destaca o papel do Corredor do Lobito como via logística fundamental para a exportação de recursos minerais da RDC para clientes em várias regiões do mundo, reforçando a sua relevância no comércio global de minerais críticos.


Com cerca de 1.300 quilómetros de extensão, a LAR liga o porto de águas profundas do Lobito, na costa atlântica de Angola, à fronteira com a RDC, no Luau, com uma ligação adicional de aproximadamente 450 quilómetros até Kolwezi, no centro do chamado Cinturão de Cobre congolês. A rota permite reduzir o tempo de transporte em cerca de sete dias em comparação com alternativas existentes.

O administrador executivo da EGC, Eric Kalala, afirmou que o acordo demonstra ser possível garantir um fornecimento de cobre e cobalto de forma ética, transparente e rastreável, incluindo a produção artesanal em grande escala, sublinhando que a iniciativa resulta de reformas lideradas pelo Governo congolês e parceiros institucionais.


Segundo o responsável, o envio inicial do carregamento para clientes nos Estados Unidos materializa a parceria estratégica entre a RDC e os EUA no sector dos minerais críticos.
Já o director de Metais para África da Trafigura, Franck Rogozin, considerou que a parceria com a EGC evidencia a importância de alianças sólidas entre produtores e operadores comerciais, contribuindo para o reforço da resiliência das cadeias globais de abastecimento de minerais estratégicos.
A iniciativa marca um passo decisivo na construção de uma cadeia de fornecimento mais rápida, eficiente e transparente para os minerais provenientes da RDC, consolidando o Corredor do Lobito como uma rota logística de referência na região.

